quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Esses olhos que olham sempre longe,
E distância tão pequena, já aqui...
Sobram horas em que almejo, a ânsia,
Faz-se fim na minha falta de saber...

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Saúdo o retornar destas cores,
Novos dias, outros sabores...
Onde outrora a languidez era soberania,
Eis que me ergo, e olhando-me, é a mim que vejo...

Enfim, senhora do mundo,
Enfim me levas pela mão...
A espera não foi longa, não te fizeste anunciar...
Tua boca sabe a amanhã, teus olhos não têm tempo...

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Seja este pesar o começo,
Venham as cores, o clímax...
Da claridade já só ouço as histórias,
Louvam-se esses sonhos findos...

Os jardins, o parque...
Já não os tenho certos, são para olvidar...

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Das noites de e para sempre,
Fizeram-se olhos chorosos, duros...
Não mais me soube dar inteiro...

Para que me queres os pedaços?
Sonho-me no ontem, prostrado,
E antes desse ontem, retorna a melancolia...

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Lembras-te dos sonhos?
Eram meus e quis que a metade fosse tua...
E os passos que daria outra vez...

Levam-se assim os sonhos...

sábado, 1 de outubro de 2011

Criaturas, essas que se levantam da penumbra, escuras...
Desconheço esse caminho, já nem o vejo, ermo...
Na falta, as almas aproximam-se, por se quererem...
Não se afundam, não se esquecem, não sem luta...

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Peso perdido, sorrio, mesmo que contido...
Olho para o alto, com atrevimento, descaramento...
Não me servem esses lugares incolores, antigos...

Não me presto ao imprestável, não mais...
Reajo de raiva, revolta, comoção,
São histórias velhas, as do coração...