terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Leva-me agora, aos jardins de outrora...
Ao verde escuro, ao fumo, ao desprendimento...
Leva-me agora, que não resisto!
Que é desses dias, que me levaram o sossego?

domingo, 12 de fevereiro de 2012

Que receio de me largar, de saborear!
Foram presente os lamentos, as imperfeições...
O presente de agora é de indecisão...
Que jardim é este, que não se vive no coração?

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Não me enxergo quando exposto,
Mal me noto, de mim para mim...
Recordo-me absorto, desalmado,
E enfim descanso, sabendo que me sabes...

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Enquanto pisas esse chão novo,
Também eu me largo do antigo torpor...
Não há cruz, já não pesam os sonhos...

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Recordo-me do reflexo, os contornos meus...
De o perder, memória não tenho...
Pecam as vontades, sem deixar rasto...

Onde quis perder-me, deixei-me...

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Esses olhos que olham sempre longe,
E distância tão pequena, já aqui...
Sobram horas em que almejo, a ânsia,
Faz-se fim na minha falta de saber...

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Saúdo o retornar destas cores,
Novos dias, outros sabores...
Onde outrora a languidez era soberania,
Eis que me ergo, e olhando-me, é a mim que vejo...

Enfim, senhora do mundo,
Enfim me levas pela mão...
A espera não foi longa, não te fizeste anunciar...
Tua boca sabe a amanhã, teus olhos não têm tempo...