segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Nada ostenta, não se vangloria, nada sucede...
Variam as opiniões e olhando dentro já nem sabe...
Pobre rapaz, seu jardim murchou...
Que falta de prazer...
Nem correndo, nem parando...
Acordando, exausto...

quinta-feira, 4 de julho de 2013

A estagnação é tal que se ouve
E luta-se para mudar, para prosseguir...
Não mais foi fácil subir...

Inquieto, o rapaz desaprende os passos outrora firmes...
Impaciente, o rapaz desconhece solução que alivie o desconforto...
Absorto, lá vai abrindo os olhos do cansaço de os ter sempre fechados...
Quem vem que venha de uma vez!

terça-feira, 28 de maio de 2013

Depois de autorizada a viagem,
E da consciência se fazer muda,
Segue-se o passeio habitual, o ritual...

O pavimento é recente, a caminhada sustenta algo familiar...
A manhã encontra-se entre tantas, bem menos que a vontade,,,
Prossegue assim o passeio, frio e madrugadas de permeio...

O vulto, oportunamente oculto, enfim se deixa ver...
Tamanha claridade destapa assim a identidade
E o passeio estreito, recebe a passada do insatisfeito...

sábado, 27 de abril de 2013

Pobre de quem não tenha pouso...
Ainda guardas esse tempo?
Sorrateiramente cultivas a distância, receias...
Olhas-me por último...
Não mais se revelou esse jardim ... Pobre de quem o perdeu...

terça-feira, 23 de abril de 2013

Escurece o talento, a vocação...
Outrora refulgia, lá do alto, de onde caiu...
Ouve-se o aviso, é hora de abandonar...
Oferece-se resistência, oculta-se a cobardia aos olhos alheios...

Tardou o alento, quem lhe desse caminho de ida...
Leva as memórias, as que não soube apagar...
Parece que nunca foi e admite-se que nada tenha sido...
Que não se lamente a ausência, há muito que partiu...

quinta-feira, 28 de março de 2013

Sobra tanto da vida para além do alcance do olhar...
Procura-se consolo imediato, completo...
Que busca lânguida... Nem as águas frias acalmam o desconsolo...
Regressam as velhas ruas, com os mesmos passos velhos...
E a escuridão chega aos desejos e sonhos...
Larga-se a vontade e abraça-se a sorte... Pobre sorte...
Encontra-me pela manhã, admite que nunca soubeste voar
Ou que te faltou a insensatez...

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Passeia-se e pensa-se, pertence-se lá fora...
Por entre a escravidão destes dias e do tempo
Arranja-se vaga para a solidão, entretanto necessária...

Perde-se a roupa e o respeito, corre-se livremente
E nem mesmo os olhares cerrados impedem o rasgo...
É o jardim, novo e velho, faz-se palco...