quinta-feira, 19 de maio de 2011

As razões são-me desconhecidas, a força falta-me...
A respiração é sôfrega, acompanha o ritmo do coração...
Não mais estou certo do passo futuro, e o futuro, distante se põe...
Baixo a cabeça em consentimento, como que aguardo essa tristeza, como se minha fosse...
Ultrapassado, apercebo-me que a importância que me atribuí era aparente...
Retorno à consciência de mim...

sexta-feira, 29 de abril de 2011

O tempo é de sombras e certeza não tenho...
Os olhos no vazio procuram descanso...
Faço de mim maior do que sou, sinto desconforto...
Não pertenço às alturas, não me serve a coroa...

sábado, 2 de abril de 2011

A escuridão e o parque são deles,
O verde desvanece, nas suas mãos...
Trocam sonhos, calam-se, olham-se...
Já não há tempo, sentiu-se sozinho, parou...

domingo, 27 de março de 2011

As horas são claras, quentes...
Os olhos fecham de prazer...
Os sonhos dentro de sonhos...

terça-feira, 8 de março de 2011

De onde vem este súbito sabor amargo?
A atitude que se esvai na sua perda...
Imagens postas em causa, fazem-se passado
E residem no maior de mim...
O espaço é reduzido, enfeitado
De cores que não antes senti...
O sol ou o esquecimento, a alienação
De ser através do horizonte que se segue ao nosso...

Deixo-me brincar, os passos que dou
Conhecem um novo chão e o aqui nunca é o mesmo...
Os olhares tímidos, a tentação de alcançar...
Incompleto, mas sei do resto de mim...

sábado, 5 de março de 2011

Já sei que te perdeste na tempestade,
A estrada era longa, não te reconheço vontade...

Já sei onde te escondes,
Sussurro, evito o susto...

Já sei onde crescem os amores,
Olhos que tudo vêem, quando querem...

Já caí, ergui-me a custo...
É do alto que te vejo...

Já te olhei sem que notasses,
E baixei o olhar, para que não notasses...

Já sei o tempo quando é nosso,
E por sabê-lo, acho-o escasso...