quinta-feira, 28 de março de 2013

Sobra tanto da vida para além do alcance do olhar...
Procura-se consolo imediato, completo...
Que busca lânguida... Nem as águas frias acalmam o desconsolo...
Regressam as velhas ruas, com os mesmos passos velhos...
E a escuridão chega aos desejos e sonhos...
Larga-se a vontade e abraça-se a sorte... Pobre sorte...
Encontra-me pela manhã, admite que nunca soubeste voar
Ou que te faltou a insensatez...

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Passeia-se e pensa-se, pertence-se lá fora...
Por entre a escravidão destes dias e do tempo
Arranja-se vaga para a solidão, entretanto necessária...

Perde-se a roupa e o respeito, corre-se livremente
E nem mesmo os olhares cerrados impedem o rasgo...
É o jardim, novo e velho, faz-se palco...

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Exultas, e cedo regressas para perto de ti...
Não sabes partir, reconhecer cada passo como teu...
Assistes ao cessar da juventude, saudoso, enganado...
Chamas-lhe, ao tempo primeiro, escasso...

sábado, 1 de dezembro de 2012

Perdeu a calma e quis ver-se no paraíso...
Perdeu a calma e quis caminhar ao contrário...
Quis o contrário e foi contrariado...

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Quando acordou estava só, e engelhou-se-lhe a alma
Como a roupa que ainda vestia...
De janela aberta, recordou o sono que lhe tirou o transtorno
E sonhou.

sábado, 3 de novembro de 2012

Deixa-te estar, são meus sonhos que tenho de sonhar
E se longo o caminho for, oxalá lhe falte a volta...
Vamos passear com loucos desconhecidos, e perdê-los no jardim...

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Segui esse caminho, e não encontrei rio
Para me lavar, para te deixar...
Falei como um invejoso, e não me fiz maior...
É azul este sorriso, fora de horas se soltou...
No parque, esse, o mesmo, o banco e o verde esbatem-se...
Perdeu-se, o tempo que tinha parado, e contou-se de novo...