quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Hoje vi-te em mim
Descobri-te
em mim
Vi que tudo o que sou para onde vou
Tudo o devo a ti...
Na utopia da miragem
Vi a tua imagem
Que sorria para mim
E num instante
Em que não sou nada
Levanto-me numa emboscada
Que preparas-te já no fim,
E numa noite gelada
Em que o sorriso é só fachada
Tu desapareces mesmo assim...
Cai a chuva abençoada
Como se fosse talhada
Para me fazer sofrer...
E só o vento me acalma
Só ele me limpa a alma
Da ânsia de te ver
E num desejo inquieto
Nasce o pensamento certo
De um dia te vir a ter
De novo como outrora
Quando te foste embora
Sem medo de me perder...
Porque continuo aqui
Perdida nesta ilha
Á espera que o vento passe
E me chame sua filha...
Joana Costa

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