terça-feira, 1 de novembro de 2011

Lembras-te dos sonhos?
Eram meus e quis que a metade fosse tua...
E os passos que daria outra vez...

Levam-se assim os sonhos...

sábado, 1 de outubro de 2011

Criaturas, essas que se levantam da penumbra, escuras...
Desconheço esse caminho, já nem o vejo, ermo...
Na falta, as almas aproximam-se, por se quererem...
Não se afundam, não se esquecem, não sem luta...

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Peso perdido, sorrio, mesmo que contido...
Olho para o alto, com atrevimento, descaramento...
Não me servem esses lugares incolores, antigos...

Não me presto ao imprestável, não mais...
Reajo de raiva, revolta, comoção,
São histórias velhas, as do coração...

terça-feira, 14 de junho de 2011

Provo deste silêncio desmesurado,
Adormeço de querer o futuro dourado,
E quero, quero tanto!

São promessas de sol brilhante,
Desabafos desta dor constante,
Lágrimas aos pares...

Protesto vazio, feitio...
Abro os braços, agitação, desafio...
Ainda me ouves assim calado?

quinta-feira, 19 de maio de 2011

As razões são-me desconhecidas, a força falta-me...
A respiração é sôfrega, acompanha o ritmo do coração...
Não mais estou certo do passo futuro, e o futuro, distante se põe...
Baixo a cabeça em consentimento, como que aguardo essa tristeza, como se minha fosse...
Ultrapassado, apercebo-me que a importância que me atribuí era aparente...
Retorno à consciência de mim...

sexta-feira, 29 de abril de 2011

O tempo é de sombras e certeza não tenho...
Os olhos no vazio procuram descanso...
Faço de mim maior do que sou, sinto desconforto...
Não pertenço às alturas, não me serve a coroa...

sábado, 2 de abril de 2011

A escuridão e o parque são deles,
O verde desvanece, nas suas mãos...
Trocam sonhos, calam-se, olham-se...
Já não há tempo, sentiu-se sozinho, parou...