segunda-feira, 26 de março de 2012

Importa sim o conforto que trazes,
Dos dias cinzentos, cessados, só a lembrança...
Não sei que ares se respiram hoje,
Só bem me trazem e não os penso...

segunda-feira, 19 de março de 2012

Tardava a melancolia, o transtorno
E subitamente a liberdade já se foi...
De sonho em sonho, gasto-me, desanimo...
Guardo todas as ressurreições, todos os brilhos...

Impedido de levantar os pés,
Não vejo o tempo que vem à frente...
E se vejo, porque ouso a rebelião,
Meus tristes olhos aspiram à cegueira...

Foi há pouco que provei a negrura,
E tal qual criança, esqueci-lhe o caminho,
O cansaço que traz... Depressa subi, nem temi...
Baloucei-me no mesmo trapézio, por vontade própria...

quarta-feira, 14 de março de 2012

Poucos dias são esses em que nos damos,
Tempos parados, são memória do ainda agora...
Que brilhos são estes, que não me ferem a vista?

sábado, 18 de fevereiro de 2012

Aguarda-se a sensatez, a razão,
Já não perdoo o desvario...
Foram tantos, e tão poucos!
E com conhecimento nenhum, só eu restei...

De mudança, a honestidade, o desinteresse...
Sortes fugazes, ímpetos infantis, pesar mordaz...
Perdoa-me a melancolia, mas é passado longínquo...
Não é claro o rumo, tempestades cinzentas, duradouras...

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Leva-me agora, aos jardins de outrora...
Ao verde escuro, ao fumo, ao desprendimento...
Leva-me agora, que não resisto!
Que é desses dias, que me levaram o sossego?

domingo, 12 de fevereiro de 2012

Que receio de me largar, de saborear!
Foram presente os lamentos, as imperfeições...
O presente de agora é de indecisão...
Que jardim é este, que não se vive no coração?

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Não me enxergo quando exposto,
Mal me noto, de mim para mim...
Recordo-me absorto, desalmado,
E enfim descanso, sabendo que me sabes...