segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Ainda o passado não o era
Já eles se sentavam no parque...
Sentiu-se dor, foi-lhe negada a entrada.
Não mais lá voltou, mas chegou a sonhar...
Quantas primaveras sobraram...
Quanto do céu tomas como teu?
Nesta ascensão se perdeu o encanto
E em miséria, prosseguiu cego, amou só...
De nada serviu o desconsolo e o breve esquecimento...
De nada lhe serviu o tempo...

sábado, 5 de outubro de 2013

Por altura da despedida, a última,
Faça-se tempo para dizer adeus...
Sonhos maus, de espaços de dentro...
Esta pobreza que não permite manhãs...
Nas obrigatórias noites destapam-se as feridas
E descendo o vale sangram antecipando o certo...
Já nem os jardins são dele, e ele já foi essa vida...
Eis que é chegado o tempo de nada ser, a nada pertencer...
Recorda-se o dizer, e quanto disso se fez lei...

sábado, 21 de setembro de 2013

Essa noite e outras tantas que se fizeram...
Risos, honestos ou de ocasião, nem sempre se usa o coração.
Corre o vento, e só esse momento destapa o eterno...
Onde vem a caravana, agora que o céu está limpo?
É tão real o arrepio e ignora-se se haverá um outro...
Pousa aqui as mãos, não as leves mais...

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Longe vai o consolo do choro
E a brevidade da reconstrução...
Olvidam-se as quedas para que se caia de novo...
Destinado a relembrar para que doa...
Alarma-me a falta de nitidez, a fatal languidez...

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Nada ostenta, não se vangloria, nada sucede...
Variam as opiniões e olhando dentro já nem sabe...
Pobre rapaz, seu jardim murchou...
Que falta de prazer...
Nem correndo, nem parando...
Acordando, exausto...

quinta-feira, 4 de julho de 2013

A estagnação é tal que se ouve
E luta-se para mudar, para prosseguir...
Não mais foi fácil subir...

Inquieto, o rapaz desaprende os passos outrora firmes...
Impaciente, o rapaz desconhece solução que alivie o desconforto...
Absorto, lá vai abrindo os olhos do cansaço de os ter sempre fechados...
Quem vem que venha de uma vez!

terça-feira, 28 de maio de 2013

Depois de autorizada a viagem,
E da consciência se fazer muda,
Segue-se o passeio habitual, o ritual...

O pavimento é recente, a caminhada sustenta algo familiar...
A manhã encontra-se entre tantas, bem menos que a vontade,,,
Prossegue assim o passeio, frio e madrugadas de permeio...

O vulto, oportunamente oculto, enfim se deixa ver...
Tamanha claridade destapa assim a identidade
E o passeio estreito, recebe a passada do insatisfeito...