terça-feira, 14 de dezembro de 2010

O sonho dessas notas, melodia,
Vem de não as tocar, transmitir...
Olhas-me altiva, do alto de ti...

A noite em breve te acolheu,
Sem dar tempo para esquecer...
Olho a cigana que me dita a sorte...

Já nada me agrada naquelas notas,
Anoiteceram Nela, e com Ela a proibição...
Livre, solto, cedo à saudade...

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Tocar miragens de terras felizes,
Cristais, lustres, meretrizes...
Vácuo, permissão para não ser,
Que eu queres que vista hoje?

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Permites-me a entrada e nem me olhas...
Esqueces os passos que deste, sozinha...
Segui cada um deles, e pisei cada lágrima,
Apagando o caminho de volta...

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Não sei se fui feito para ser distante,
Nem a mim me encosto de triste que me ponho...
Aquieto-me, servo destas melancolias minhas,
Aceito-as, frequentes, descrevem-me bem...

Abraço-te de sossego, outro abraço não tens...
Abro-me sem esse medo, já não tremo...

Invento bailes sonhados, brilhas mais que luz...
Nesse passo de dança, tu e eu somos nus...

domingo, 31 de outubro de 2010

Pouso dor num lugar qualquer,
E tempo passado, volto a encontrar-lhe o sítio.
Espirais desgastantes, aguardadas, tristes o suficiente...

E se uma dor nova sinto,
Soa velha a história, mas é novo este doer...
Não encontro o hábito, acomodação para sofrer...

Se és segundo, e certo estás desse lugar,
Primeiro é sonho, e dormes para sonhar...

Viro as cartas novamente,
E a sorte é a mesma do antigamente...

sábado, 30 de outubro de 2010

Fui ver lá fora, tarde que era a hora...
Pés descalços, ecos tão altos, vida a perecer...
Baloiço-me ao ritmo desta falta de ti, e de mim...
O tempo já nada adianta, pára, esquece os sonhos...

Tão leves passos, deixei de os ouvir...
Ruas frias, olhos pesados, assomo de raiva...

Que é de mim?

sábado, 2 de outubro de 2010

As vozes, ecos de longe, perversos...
São noites ou dias, que a luz nada conta...
Sossego neste canto, os vícios ali me largaram...
Olhas-me de soslaio, e esqueces, caminhas, desvaneces...

De cabeça baixa, aceito teu toque,
E a realidade conhece tuas mãos em sonho...
Fecho os olhos de sono, e em breve o dia é outro,
Com o adeus sofrido ao sonho das tuas mãos...